É tempo de continuar…

Hoje eu fiquei bem feliz com o que vi da nova chapa do Centro Acadêmico. Depois de um ano de tanto trabalho e esforços parece que está nascendo uma cara para o CA.

Foi um ano difícil. Uma das nossas principais preocupações sempre foi montar um grupo, e muitas vezes era bem legal estar no bandejão e encontrar com a galera do CA. Sim, ficávamos falando do que tava acontecendo nas entranhas burocráticas do IP e isso empolgava, tomava tempo, mas era divertido.

Claro que com o tempo muitas desilusões trazem um dessabor para esse tipo de assunto, não porque sejam chatos, mas porque nos vemos impotentes em relação a muitos deles, de modo que parecem servir apenas como conversa de elevador. Continuar lendo

O Encontro dos Desencontros

Ontem aconteceu uma coisa que achei, no mínimo, bem interessante.

Dois alunos do segundo ano da Psico resolveram chamar a turma e outras pessoas para uma reunião na Pça do Apego, a fim de conversar e organizar as inquietações em relação ao curso. Cheguei a comentar no evento do Facebook sobre o tema da Avaliação de Professores, que será pautada na Comissão de Graduação em setembro, o que será uma oportunidade de levarmos nossas críticas e propostas que circulam sempre pelos corredores.

Depois da ótima reunião pela manhã com o novo diretor, Gerson Tomanari, onde conseguimos levantar diversas questões referentes ao corpo discente, com uma maturidade que há tempos não via nos membros das entidades acadêmicas, fiquei por lá esperando a reunião que aconteceria às 13h.

Quando deu o horário várias pessoas apareceram e diziam estar a espera do Mathias (suplente de RD do PST e projeto de revolucionário, rs.), que supostamente tinha as pautas e os assuntos a serem discutidos. Mas ele não chegou. Nisso conversei com a Andrielly sobre a possibilidade de nós organizarmos, mas eu estava bem de boa, porque estou cansado dessa ideia de sempre as pessoas do CA ficarem pegando os alunos pela mãozinha, então estava ali para acompanhar e opiniar como qualquer outro aluno, e se precisassem de nós enquanto gestão do CA, estaríamos por lá. Continuar lendo

Enquanto isso, no lustre do Castelo…

Em meio à crise europeia e a recessão americana, estamos mais uma vez frente a oportunistas atingindo o poder em nome da recuperação econômica e muitos indignados em nome da luta contra o capitalismo.

Ainda que a história se repita, não creio que como noutros tempos uma grande tragédia esteja por vir. Afinal, se a Revolução Francesa, depois de cortar a cabeça real e outras fraternas acabou com Napoleão coroando a si próprio, a Bélle Epoquè camuflava uma tensão que culminou com a Primeira Guerra Mundial, seguida por grandes promessas clamando por um mundo melhor, até que o mundo viu ascender um austríaco que se pretendia alemão. Continuar lendo

Brincos, Colares e a democracia

Escrito por Yuri (07)

O episódio da “conversa” com os meninos do Brinco hoje me suscitou algumas questões que acho relevantes serem pensadas e, claro, discutidas. Chego na Psico durante a “conversa” e cena que vejo é essa: a massa envolvendo três meninos durante uma espécie de tribunal popular. Não quero, aqui, debruçar-me sobre o conteúdo do texto deles: é bobo mesmo, sem graça e de mal gosto. Nada de novo até aqui.

O que acho importante colocar na roda é a maneira que a questão foi conduzida por nós. O preconceito já existe, é anterior ao texto e, ao que tudo indica, vai continuar existindo. Minha opinião é que, para atuar sobre o preconceito, não podemos negá-lo ou pensar que ele não deveria existir. Simplesmente porque é ineficaz. O pior da ideia de que algo não deveria existir (no momento em que existe) é que passamos a achar que ela constitui um absurdo. As consequências disso são o vimos nessa conversa: lágrimas, revolta, discursos inflamados. Não se trata, de maneira alguma, defender a obra desses meninos. Mas que, tratar as questões a partir dessa comoção coletiva é perigoso, danoso e ruim para qualquer espécie de encontro público-político. Continuar lendo