Deformativo: Cortiça Libertária

Notas sobre organização, controle e liberdade de expressão

Não podemos confundir liberdade de expressão com libertinagem de afixação, quando o tema são os murais dos corredores de nosso Instituto.

À parte a truncada definição de “expressão”, que num limite pode chamar homicídio de poesia, e no outro chamar três acordes de terrorismo subversivo, sabemos que não é realmente livre um ser que vive num espaço onde tudo é permitido; afinal, só a sua presença, que inaugura uma “outra pessoa presente” para seus pares, estabelece a existência de uma lei social e de um sistema de coordenadas intersubjetivas que escapa ao “tudo é permitido”. E viver como se tudo fosse permitido dentro desse espaço é perder a liberdade diante dos outros, e retirar a liberdade dos outros, também. Continuar lendo

Deformativo: A busca ativa do diálogo não-violento, a segunda visada de um eixo em três tomos

Esse texto continua tendo a intenção de se desenvolver em três partes. Com o adicional que essa parte ficou muito grande, e que por isso a dividi em quatro letras (a, b, c, e d) para facilitar a leitura. E se imprimir, recicle, repassando para outrém.

No primeiro tomo, da coluna do dia 7 de Fevereiro, eu havia insistido com vocês na problematização do nosso currículo, especialmente no que toca a autonomia diante de diversas modalidades de discurso. Dessa multiplicidade de discursos, fiz notar duas dimensões: numa dimensão varia entre aspirações de objetividade e subjetividade (de ser um universal que busca falar verdades sobre o particular, ou de ser um particular que busca se relacionar com uma categorização universal), e noutra dimensão varia de corrente-a-corrente teórica e de pessoa-a-pessoa. Essa rede de discursos seria aquilo com que o aluno se depararia na vida real pós-universidade, e a autonomia diante disso seria fundamental. Continuar lendo

Deformativo: A busca ativa do diálogo não-violento, a primeira visada de um eixo em três tomos

Esse texto se dividirá em três partes, buscando contemplar o tema que o título resume bem.

A primeira contemplará uma questão acerca da “dispersão” existente no currículo da PsicologiaUSP, ignorando propositalmente a realidade de outros cursos, apreciando mais “objetivamente” esta questão e fazendo uma mísera comparação; esse tomo teria como intuito pensar na possibilidade de um “eixo” para esse currículo, no sentido de termo que utilizam os softwares de modelagem 3D (usados em geral para engenharias, eu conheci pela Mecânica): uma linha imaginária, sem substância, mas que funciona como referência para círculos e qualquer coisa que se queira colocar em rotação. O eixo que busco é um meio-termo entre o engessamento e o caos dois perigos constantes

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Deformativo: Cronicoluna Desrepresentativa Sabadal do Betão

Sinto muito, mas é isso mesmo. Tenho a pretensão narcísica de escrever, periodicamente, alíneas de interesse público difíceis de ler, exatamente aqui, exatamente a partir de hoje. É claro que não vai ser sábado, nem todo o sábado; percebo que nesse mundinho safado não se fixam prazos para cumprí-los, realmente, mas para ter um bom-marco para fingir sentir-se mal por não estar fazendo aquilo que não se quer tanto assim.

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