Oficina de Carrinhos de Rolimã

A Psico, a partir do CA, junto com a Poli e a Enfermagem, está participando da construção da Oficina de Carrinhos de Rolimã que acontecerá no mês de outubro nos dias 20 e 21, sendo que a corrida na Rua do Matão acontecerá na primeira semana de novembro.

A oficina tem como proposta ampliar a relação da USP com as crianças da São Remo. São elas que vão construir os carrinhos e descer a Rua do Matão.

Todos que quiserem estão convidados a participar.

Fica a ata que a Dri escreveu da última reunião pra quem quiser saber um pouco mais:

Reunião Carrinho de Rolimã – dia 22/06/12

O Encontro dos Desencontros

Ontem aconteceu uma coisa que achei, no mínimo, bem interessante.

Dois alunos do segundo ano da Psico resolveram chamar a turma e outras pessoas para uma reunião na Pça do Apego, a fim de conversar e organizar as inquietações em relação ao curso. Cheguei a comentar no evento do Facebook sobre o tema da Avaliação de Professores, que será pautada na Comissão de Graduação em setembro, o que será uma oportunidade de levarmos nossas críticas e propostas que circulam sempre pelos corredores.

Depois da ótima reunião pela manhã com o novo diretor, Gerson Tomanari, onde conseguimos levantar diversas questões referentes ao corpo discente, com uma maturidade que há tempos não via nos membros das entidades acadêmicas, fiquei por lá esperando a reunião que aconteceria às 13h.

Quando deu o horário várias pessoas apareceram e diziam estar a espera do Mathias (suplente de RD do PST e projeto de revolucionário, rs.), que supostamente tinha as pautas e os assuntos a serem discutidos. Mas ele não chegou. Nisso conversei com a Andrielly sobre a possibilidade de nós organizarmos, mas eu estava bem de boa, porque estou cansado dessa ideia de sempre as pessoas do CA ficarem pegando os alunos pela mãozinha, então estava ali para acompanhar e opiniar como qualquer outro aluno, e se precisassem de nós enquanto gestão do CA, estaríamos por lá. Continuar lendo

3 temas em Psicologia – Tema 1: Tutoria de Alunos

Como o Betão escreveu no post anterior, agora temos uma clínica-escola, com regimento e nome próprio.

Em meio a essa discussão, correm paralelamente mais três: Tutoria dos Alunos, Avaliação de Disciplinas e Reunião Didática dos Professores.

O fato de eu atrelar essas discussões ao regimento da clínica-escola, se deve a minha crença de que esses processos, onde professores e alunos caminhem junto em sua execução, contribuem para que muitas questões e feridas de nosso Instituto sejam superadas e, assim, avancemos na execução de um projeto de Instituto de Psicologia como um todo, no qual as diferenças ideológicas sejam importantes para a criação de novos projetos em vez de, como hoje, surgirem como manutenção de rivalidades e impedimento de novas ideias.

Já há algum tempo vem se falando na Comissão de Graduação sobre os alunos que buscam um apoio e ajuda para conseguir seguir no curso. Dificuldades em encontrar sentido no conteúdo do curso, não ter muitas vezes com quem compartilhar das suas angústias, atrelado a inúmeras cobranças e, em muitos casos, a própria dificuldade em pedir ajudar, têm emergido em várias universidades a preocupação sobre o que tem acontecido em nossa universidade. Continuar lendo

Regimento do CEIP (antigo CAP) – Congregação Extraordinária aprova Gratuidade dos Serviços

Nobres, na segunda-feira passada, dia 25 de junho, uma reunião extraordinária da Congregação do IPUSP avançou na aprovação de um regimento interno para a nossa “clínica”, o Bloco D ou Bloco de Atendimento, que agora terá novo nome: CEIP

Como ponto polêmico, a cobrança dos atendimentos, o que não poderia deixar de aparecer quando discutiram-se os princípios do Centro-Escola do Instituto de Psicologia.

A gratuidade dos serviços foi aprovada em votação (11 votos a 3, com 1 abstenção). Presto-vos a contragosto a satisfação de que votei a favor da gratuidade, por conta de alguns critérios que podem bem ser questionados por aqueles mais cricris; foram:

– A gratuidade seria uma característica dada de um serviço público quando o qual não carece de custeio (não gastamos nada de material nos nossos serviços, diferentemente de uma consulta médica no HU, que, ainda assim, é gratuita)

– O argumento técnico (de que a cobrança fortalece os vínculos de atendimento), além de incidir sobre apenas uma parcela dos serviços, foi precariamente defendido quando do debate, e não se sustenta em situações análogas, de serviços psicológicos públicos como no SUS; há inúmeras variáveis que favorecem os vínculos de atendimento, e a mim pareceu o caso de ponderarmos e experimentarmos se a retirada de uma dessas variáveis traria uma substancial contradição com outro item dos “Princípios” ligados à possibilidade de dignidade e qualidade de vida aos indivíduos. De outro modo, verificar se nossos atendimentos cairiam de fato em qualidade, ou se seguiriam alguns estudos mencionados nas discussões, em que a “tragédia” da não-cobrança é contornável.

– A possibilidade de haver uma pressão maior para que, no IPUSP, se estude, se pesquise e se questione essa “premissa” técnica que embasa cobranças que não se inserem no espaço público sem produzir estranhamento. Pelo interesse público que tem a Universidade, estimular esse campo de pesquisa traria benefícios aos serviços públicos que envolvem a Ppsicologia

– O fato de que a gratuidade havia sido a proposta da comissão eleita pela Congregação, que elaborou todo o regimento de maneira transparente e democrática, tendo realizado inclusive reuniões abertas. Na medida em que houve um processo democrático que envolveu participação dos alunos, considerei-me responsável por levar em grande conta os resultados desse processo em meu voto.

 

Cabe notar que dentro de 2 anos será reavaliado o regimento que agora se aprova, à luz das consequências práticas e cotidianas de seus postulados.

Sobre as outras questões, sobre a discussão, como ocorreu, ponho-me disposto a Esclarecer qualquer mala que esteja em minha alçada. Peço falsos perdões pelos trocadilhos e subscrevo-me.

 

Thithi Betão (10)