Sobre Contratação de Professores

Olá pessoal,

Hoje durante a supervisão de Miriam Debieux ela informou sobre a abertura de vagas para contração de professores.

À tarde conversamos com o professor Galeão que nos contou que havia sido lançado um Edital para contratação de professores e um pouco sobre as vagas abertas para reposição de professores aposentados ou falecidos.

Procuramos a Cynthia (Assistência Acadêmica) para pegar o Edital e lá ficamos sabendo que há dois processos em seguimento, um para reposição de professores e outro para expansão do curso.

Existem seis vagas para reposição de professores: César Ades (PSE), Lino de Macedo (PSA), Edwiges (PSC), Alejandro (PSC), Sigmar Malvezzi (PST), Nielsy (PSE).
Quanto à reposição destes professores, os perfis já foram enviados junto ao pedido de reposição.

O que vem sendo discutido no IP, com caráter de urgência, diz respeito à abertura de vagas para expansão do curso, ou seja, professores para áreas que não existem no curso.

Tanto os perfis de reposição quanto os perfis para expansão passam por discussão nos conselhos departamentais.

O grave dessa situação é que tais perfis não tem sido amplamente discutidos junto aos alunos. Por isso, conversamos sobre a necessidade de apresentar um manifesto e informar os alunos sobre a abertura de vagas, bem como pensar em modos de intervir, a fim de colocarmos nossos interesses.

Vale ressaltar que essas vagas estão destinadas à contratação de professores para novas disciplinas em campos ainda não  contemplados.

A decisão do IP será encaminhada no dia 12 de junho.

Precisamos discutir isso na reunião dos RDs que acontecerá na segunda-feira, às 14h.

Abraços!

Centro Acadêmico Iara Iavelberg

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Eventos do CPAT em Maio

———-Para todos os interessados no empreendedorismo e na qualificação para o mercado, temos um tema parecido; sendo isso já manifestado como interesse dos alunos, uma vez, divulgo:

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Prezados (as),

Nos dias 24 e 31 de maio deste ano o Centro de Psicologia Aplicada ao Trabalho (Cpat), do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho (Pst), do Instituto de Psicologia da Usp (Ipusp), promoverá dois eventos que abordarão questões do mundo do trabalho.

Serão eles:

(Evento Cpat em comemoração ao Dia do Trabalho) Mesa-redonda “Desqualificação para o mundo do trabalho: afinal, o que é isso?”, no dia 24 de maio às 14h.

(Evento conjunto Cpat-Ipusp e Faculdade de Educação da Usp) Mesa-redonda “Contribuições para a compreensão das relações de trabalho a partir de abordagens foucaultianas”, no dia 31 de maio às 14h.

Os dois eventos ocorrerão no Auditório Aurora Furtado do Ipusp.

Envio abaixo maiores detalhes dos eventos para divulgação por email e anexo com dois materiais de divulgação, um de cada evento.

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Eu não acredito em loucura, mas que loucos existem, existem!

O dia 18 de maio, marco da luta antimanicomial, surgiu em 1987 na cidade de Bauru em meio ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, propondo novas alternativas terapêuticas aos indivíduos com transtornos mentais.

Tendo esta data como motivação para pensarmos as noções e conceitos de saúde mental, pensamos um evento que abordasse as questões emergentes na sociedade contemporânea. Afinal, quem são as pessoas que frequentam esses serviços?

Entendemos que é preciso dar voz a essas pessoas, sustentando as diferenças, pois quando sustentamos as diferenças sustentamos a pergunta “quem somos nós?”, na medida em que se o outro é diferente de mim, então quem eu sou?

Junto a todo movimento que essa pergunta adquire, movimento que nos leva inclusive a perguntar se existe um eu, a manutenção dela nos mantém na busca pelo que somos, contribuindo para a vivência dessa relação com as outras pessoas, pois se o diferente nos põe a pergunta, o comum nos possibilita uma resposta.

Nesse sentido, torna-se necessário pensar em como dar voz a essas pessoas que consideramos diferentes, para que tal diferença não se configure como desigualdade ao tornar sua fala mero objeto investigativo de alienistas como muito bem retratado no famigerado Simão Bacamarte machadiano.

Esse foi um dos principais motivos para as atividades acontecerem na vivência do CA, pois se a sala de aula sustenta em muitos momentos uma diferença enquanto desigualdade entre aluno e professor, a realização em um espaço consagrado como dos alunos contribui na manutenção desta diferença enquanto igualdade dos que ali estão.

Discussão esta que vai de encontro com a roda de conversa sobre enraizamento, a partir do filme “Estamira”, de Marcos Prado, com a participação dos professores Gustavo Massola e Bernardo Parodi.

Talvez a pergunta que surja seja justamente: “e qual a relação desse tema com a loucura?”. Como a relação entre a temática do enraizamento e a do enlouquecimento se compõem?

Dentre as possibilidades de sentido para essa pergunta, podemos encontrar nas propostas da Frente de Luta Antimanicomial as reivindicações por “direitos humanos”, “assistência social”, “habitação”, “educação”, “cultura”, “trabalho” e “economia solidária”.

Cultura, trabalho e economia solidária carregam a preocupação pela inclusão social para além da mera reinserção social, apostando nesses elementos como meio de dar voz aos que são marginalizados a partir da participação efetiva nas construções sociais, de modo que as pessoas possam se enraizar nos lugares que habitam em vez de apenas ocupar por adequação a ele.

Seguindo por essa perspectiva o trabalho aparece como campo onde se busca reconhecimento. Em um mundo em que as conquistas aparecem sempre como frutos de um esforço individual e não como produto coletivo, ainda ouvimos constantemente o discurso falacioso de que qualquer um pode conquistar seus objetivos se vier a se esforçar. Nesse sentido, talvez possamos atribuir a causa de males como depressão e ansiedade a essa fortaleza pessoal que a cada dia nos constituímos.

Para abordar tais questionamentos convidamos Clayton dos Santos, que faz uma discussão sobre como o trabalho participa da constituição das pessoas, dos sujeitos. Esse trabalho traz várias cenas em que profissionais do ramo do telemarketing são colocados em situações que desafiam os seus limites humanos, tendo que em muitos momentos passar por cima de seus próprios valores para manter o emprego, sendo que vários deles, por consequência, atingem um desgaste tão grande que acabam tendo vários problemas relacionados à saúde mental.

Já na manhã do dia 18 de maio acontecerá a apresentação da peça “A nau do asfalto” por Evinha Sampaio. Doutorada em Artes Cênicas pela USP, Evinha montou sua peça a partir da observação de alguns moradores de rua em quem via movimentos diferentes, muitas vezes repetindo gestos com admirável perfeição. Seu anseio por entrar em contato com essas pessoas, acompanhado do receio por não saber dos riscos que poderia correr, fez com que ela fosse criando formas de expressão do que via e sentia.

Assim, começando com alguns movimentos de dança e, incorporando posteriormente, texto e cena, aos poucos foi elaborando esta peça a partir do que observou nesses moradores de rua, em usuários de CAPS, e em sua própria experiência de vida, resultando numa peça absolutamente sinestésica, que mobiliza a todos que assistem.

Nossa principal proposta com esta semana, que terá seu espaço para discussão na manhã de quarta-feira, é, portanto, proporcionar o contato com algumas questões que perpassam a loucura, sem, no entanto, negá-la em falas que algumas vezes tentam afirmar a existência da loucura em todos nós, e que a diferença seria apenas de grau, ou seja, uma diferença apenas em nível quantitativo.

Dizer que de algum modo todos somos loucos pode ser um modo dos que são marginalizados pelos estereótipos psiquiátricos se afirmarem perante a discriminação social, mas existem outros modos de contribuirmos para que haja maior aproximação entre as pessoas e suas diferenças.

Entendemos que afirmar a diferença que vemos é, portanto, um dos meios para nos colocarmos frente a ela. Acreditamos que todos nós temos o direito de afirmar a uma suposta pessoa que diz ter sido abduzida por alienígenas que nós não acreditamos nela, mas não temos o direito de afirmar que o que ela diz é mentira, deslegitimando o direito dela de falar sobre a própria condição em que se encontra ao nos colocarmos como numa suposta posição de saber sobre a outra pessoa.

Deixamos o convite a todos para participarem das discussões e trazerem suas contribuições.

Distanciamento entre Teoria e Prática

No Boteco Filosófico do dia 24 de abril, realizado na vivência do CAII e que teve como tema: “Sem hipocrisia, o que calamos?”, discutimos a relação entre teoria e prática e a sensação de distanciamento do que é vivido no campo das relações humanas, vulgo realidade.
Enquanto uns argumentam que é próprio da produção do conhecimento essa relação dialética na qual tal campo nega o que advém da teoria, outros colocaram sobre o modo como muitas vezes a teoria impõe noções normativas do que vem a ser certo ou errado.
De fato, podemos dizer que toda teoria visa afirmar por meio de seus fundamentos uma lei sobre o mundo, e, deste modo, transforma e constrói um mundo a partir da compreensão do seu funcionamento.
A questão que fica é que tipo de funcionamento estamos produzindo dentro da Universidade e por que tantas vezes esse conhecimento se reduz a falar de si mesmo, ou seja, a falar do próprio conhecimento.
O que Eduardo Marinho traz nesse vídeo se aproxima muito do que discutimos naquele dia. Fica a dica para aqueles que buscam no conhecimento acadêmico uma maneira mais viva de se apropriar dele.

Sobre a (não) venda de cerveja no IP

Durante o Boteco Filosófico dessa semana surgiu uma discussão sobre a questão da venda de cervejas no IP. Disponibilizo aqui (só clicar), em .pdf, um arquivo que consegui quanto perguntei a Assistência Acadêmica sobre o assunto.

Não tenho muito a comentar porque ainda não parei para ler atentamente o documento. O fato é que na quinta e breja tem, na bio tem, até no Sweden tem… Ah, mas na psico não pode!